10/08/2013 15h05 - Atualizado em 10/08/2013 17h55
Após negociação, categoria volta a trabalhar no domingo do Dia dos Pais.
Módulos de dois presídios foram destruídos pelos presos durante motim.
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presídio para negociar com os grevistas
(Foto: Natália Souza/G1)
"Conversamos com os repesentantes dos agentes e ele entenderam que o retorno das atividades ainda neste final de semana é a melhor saída para todos. Até porque o governo já garantiu o repasse da bolsa auxílio que eles estavam solicitando e agendou uma reunião na tarde da segunda-feia (12) para discutir as outras questões", expôs o secretário.
"Voltaremos ao trabalho neste domingo para garantir a visita do Dia dos Pais, como foi acertado na negociação, mas caso as solicitações não sejam atendidas como acordado pelo governo, vamos paralisar tudo novamente por tempo indeterminado", disse o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen), Jarbas Souza.
Um princípio de tumulto na Casa de Custódia, o 'Cadeião', em Maceió, deixou um agente penitenciário ferido. Segundo relatos dos colegas de trabalho, o guarda prisional, que não teve o nome revelado, estava em uma das guaritas quando se assustou com o motim feito pelos presos e pulou para outra área da unidade. Ele quebrou a perna e foi encaminhado ao hospital. O clima está tenso no sistema prisional de Alagoas devido a greve dos guardas penitenciários, que foi deflagrada na manha deste sábado (10), resultando na suspensão das visitas dos parentes ao reeducandos.
"É um absurdo o que estão fazendo com a gente! Os agentes penitenciários propuseram que nós déssemos a comida para eles entregarem aos nossos esposos e depois fazer um protesto queimando pneu na pista para ajudar a eles. Não vamos fazer isso. Esse é um problemas entre eles e o Estado, não nosso. Quem está aqui fora só quer o direito de visitar quem tá lá dentro", falou uma das mulheres dos reeducandos ao relatar que elas estiveram reunidas na quinta-feira (8) com o juiz José Braga Neto, que garantiu a realização das visitas.
O clima é tenso nas unidades do sistema prisional de Alagoas devido a paralisação de advertência de 48 horas deflagrada, na manhã deste sábado (10), pelos agentes penitenciários. A categoria 'cruzou os braços', comprometendo os dias de visitas dos familiares dos reeducandos, para protestar contra a atual política do governo do Estado, que segundo eles, vem adotando um modelo de privatização que vai resultar em custo para os cofres públicos e na desvalorização dos profissionais. Eles cobram também a realização de concursos e a concessão de bolsa no valor de R$ 1 mil.
suspensão das visitas (Foto: Michelle Farias/G1)
Com a greve, que já foi considerada ilegal pelo o juiz da 16ª Vara Criminal da Capital, José Braga Neto, as visitas foram suspensas por motivo de segurança, o que provocou indignação dos detentos e familiares. Sem poder ter acesso aos presídios, os parentes dos presos se aglomeram na entrada das unidades prisionais e pressionam para ter acesso aos módulos.
O magistrado determinou a manutenção da integralidade da prestação dos serviços de assistência aos reeducandos; seja o direito à visitação ou mesmo a entrada de gêneros alimentícios, durante o período informado de possível paralisação, neste sábado e domingo, ou em qualquer outro período.
marcas do confronto (Foto: Michelle Farias/G1)
O juiz alertou que o descumprimento da decisão é passível de punição em caráter administrativo e criminal, podendo o agente descumpridor ser autuado em flagrante e detido nos termos da Lei 4.898/65.
sistema prisional (Foto: Michelle Farias/G1)
Diante do embate entre os administradores do sistema prisional, agentes e parentes dos reeducandos, militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) foram acionados para evitar confrontos entre os agentes e familiares dos presos.
O secretário de Defesa Social de Alagoas, Dário Cesar, está reunido com o superitendente geral do Sistema Prisional, Carlos Alberto Luna dos Santos, para tentar encontrar uma saída para negociar com os agentes e garantir que as visitas voltem a normalidade.
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