PEC põe fim à aposentadoria compulsória em caso de condenação por envolvimento em crimes; proposta segue para a Câmara
O Senado aprovou nesta terça-feira (6) a PEC (Proposta de
Emenda Constitucional) que determina punições mais severas a juízes que
cometeram falhas graves, como envolvimento em crimes de corrupção.
Atualmente, a aposentadoria compulsória é a punição disciplinar máxima a
magistrados. A proposta agora segue para a Câmara. Leia mais: Brigas internas e estratégia do Planalto travam operações contra corrupção Pesquisa mostra frustração mundial com combate à corrupção Para 81% dos brasileiros, partidos políticos são corruptos
Pelo texto do senador Blairo Maggi (PR-MT), apresentado
na forma de substitutivo, os magistrados acusados de delitos graves,
como crimes hediondos ou de corrupção, passam a ser colocados em
disponibilidade por até dois anos. Nesse período, eles receberão
proventos proporcionais ao tempo de contribuição previdenciária e o
Ministério Público deverá encaminhar denúncia para início de processo
judicial.
Ao fim do processo, se eles forem considerados culpados,
serão demitidos e não mais aposentados compulsoriamente como prevê a lei
atual. Se forem inocentados, eles retomam as atividades e receberão a
diferença de seus proventos. ALAN SAMPAIO/iG BRASILIA
Senado aprova PEC que prevê punição mais severa a juízes e promotores
O senador também incorporou em seu substitutivo
a PEC 75, que tramitava apensada à PEC 53 e que trata das punições
disciplinares de membros do Ministério Público. Atualmente, a pena
máxima para eles também é a aposentadoria compulsória, mas a proposta de
Maggi é de que eles possam ser demitidos ou ter as aposentadorias
cassadas.
Nesse caso, se forem condenados pelo Conselho Nacional do
Ministério Público também ficam inicialmente afastados e recebendo
proventos proporcionais ao tempo de serviço enquanto processo judicial é
apresentado e concluído.
O Ministério Público terá 90 dias para apresentar as
denúncias contra os magistrados, procuradores ou promotores acusados de
crimes. Os processos terão tramitação preferencial na Justiça e devem
ser concluídos com rapidez.
“Nós não veremos mais juízes ou promotores que forem
condenados por corrupção continuando com seus vencimentos integrais,
como nós víamos antigamente. A partir de agora, qualquer membro do
Ministério Público ou da magistratura que for condenado por algum tipo
de crime perderá esses vencimentos que ele tinha e cairá no Regime Geral
da Previdência Pública, como todo mundo tem hoje, com R$ 3.900”,
explicou Maggi.
Segundo o senador, foi assegurado aos juízes, promotores e
procuradores o amplo direito de defesa, com prazos de afastamento
anteriores à punição máxima para garantir que aqueles que estejam sendo
acusados não sejam punidos severamente, mas também não continuem atuando
sob suspeição.
A proposta faz parte das matérias elencadas pelo
presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), como resposta às
demandas das manifestações populares. *Com Agência Senado e Agência Brasil
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