07/08/2013 16h19 - Atualizado em 07/08/2013 16h29
Ato em frente ao Palácio dos Jequitibás teve churrasco, música e xadrez.
Trabalhadores pedem cumprimento de acordo firmado com gestão anterior.
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Guardas arrecadaram dinheiro para fazer churrascode almoço na Prefeitura (Foto: Lana Torres / G1)
De acordo com o diretor do Sindicato dos Servidores Municipais e representantes dos guardas Lourivam Valeriano de Souza, os patrulheiros reivindicam o recebimento linearizado do adicional de risco de vida, que atualmente é pago com um percentual aplicado ao valor recebido por cada guarda, o que faz com que os que recebem salário mais alto tenham um benefício maior.
“O risco de vida que um guarda corre é o mesmo que um comandante. Não faz sentido uns receberem um valor e os outros receberem o dobro”, disse. De acordo com Souza, em novembro de 2012, o prefeito Pedro Serafim (PDT) assinou acordo com a categoria para que a partir de março deste ano, toda a corporação recebesse um adicional igual, calculado a partir de de 30% do salário mais alto dentro do plano de carreira da guarda.
Situação semelhante ocorreu com os agentes do Programa de Saúde da Família, que, na campanha de 2012, conquistaram junto ao então prefeito o direito ao reajuste por meio do Índice de Custo de Vida (ICV). Segundo a representante da categoria Roseli da Cruz Coelho Diaso, o projeto de lei com a mudança foi engavetado pela atual gestão.
Manifestantes jogam xadrez em frente ao paçomunicipal (Foto: Lana Torres / G1)
Durante a manifestação em frente ao Palácio dos Jequitibás, os trabalhadores arrecadaram dinheiro e fizeram um churrasco na escadaria da Prefeitura. Além disso, alguns servidores aproveitaram a paralisação para jogar xadrez e até fazer tricô no local. Um caminhão de som e cartazes com as reivindicações também foram usados na entrada do prédio do Executivo.
Segundo o sindicato, aproximadamente 95% dos guardas aderiram à paralisação desta quarta-feira e, entre os 514 agentes comunitários da saúde, aproximadamente 250 cruzaram os braços na manifestação.
O que diz a Prefeitura
A Prefeitura se manifestou por meio da direção de comunicação e afirmou que não tem obrigação de cumprir acordos políticos firmados com gestões anteriores. Quando os acordos foram feitos, o representante dos trabalhadores que estava à frente do sindicato era o atual secretário de Recursos Humanos, Marionaldo Fernandes Maciel.
A Prefeitura informou, por meio da direção de comunicação, que Maciel à época era representante da categoria e hoje, embora tenha como obrigação melhorar as condições de trabalho dos servidores, ele tem a função de atuar conforme a realidade financeira da cidade.
Guardas e agentes de saúde protestam em frenteà Prefeitura de Campinas (Foto: Lana Torres / G1)
Em relação à reivindicação dos agentes de saúde, a Prefeitura reiterou não ter obrigação de cumprir promessas feitas por um governo anterior. De acordo com a assessoria de imprensa, o município não concorda com a aplicação de índices diferentes para definiri reajuste entre diferentes categorias dentro dos servidores municipais.
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