Segunda, 05 de Agosto de 2013 - 10:37
por Samuel Celestino
O
jogo entre políticos e empresários na época das campanhas eleitorais
levou a “Folha de S. Paulo”, edição de hoje, estampar que, nada menos de
76 empresas que doaram para campanhas eleitorais devem à Receita
Federal cerca de R$1,5 bilhão. Numa comparação o jornal diz que para R$1
real que cada empresa doou elas devem R$7 à Receita. Isso comprova o
nível de corrupção oficial no país, já que a legislação eleitoral
permite tais doações e a Receita não cuidou de analisar todos os
doadores. Há uma corrente forte na política e na população brasileira
que reclama para que não haja doação particular e, sim, pública, porque a
nossa democracia ficaria mais limpa (apenas um pouco) e mais barata.
Ora, se as empresas doam, é porque desejam que os políticos de prestígio
consigam facilidades fiscais para elas. Num intertítulo “O Rombo”, a
Folha diz que os “Os dez maiores devedores da lista representam os mais
variados setores econômicos. A mais endividada é a Bombril, que pôs R$
150 mil na campanha de Dilma e responde por mais da metade do débito de
quase R$ 1,5 bilhão das empresas que devem ao Fisco, mas fazem doações.
Em segundo, vem a Copersucar, maior grupo de venda de açúcar e etanol no
país. Doou R$ 4,35 milhões a Dilma, Serra, Marina e PT. A dívida passa
de R$ 147 milhões. Integrante do maior conglomerado do setor de carnes
do mundo, a JBS deve R$ 66 milhões. Em 2010, injetou R$ 18,1 milhões nas
campanhas de Dilma e Serra, além de PT, DEM, PMDB e PSDB. Outra
devedora é parceira da Petrobras: a Iesa Óleo e Gás. A farmacêutica
Infan deve R$ 99,3 milhões --doou R$ 100 mil a Dilma. A situação da
empresa se agravou em abril deste ano, quando a Anvisa (Agência de
Vigilância Sanitária) mandou suspender a produção de quase todos os seus
medicamentos, cosméticos e alimentos.”
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