terça-feira, 6 de agosto de 2013

Polícia volta à Rocinha para ouvir testemunhas no caso de Amarildo



06/08/2013 11h08 - Atualizado em 06/08/2013 20h32

Ajudante de pedreiro está desaparecido desde 14 de julho.
Rivaldo Barbosa ouviu 14 policiais da UPP da Rocinha na segunda (5).

O titular da Divisão de Homicídios (DH), delegado Rivaldo Barbosa, chegou à Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, no início da tarde desta terça-feira (6), de acordo com informações da assessoria da Polícia Civil. O objetivo foi refazer os últimos passos do ajudante de pedreiro Amarildo baseado nos depoimentos recolhidos. A DH ouve ainda nesta terça mais quatro testemunhas, entre elas policias militares, que possam ajudar na localização de Amarildo, que desapareceu no dia 14 de julho.
O delegado Rivaldo Barbosa não descarta fazer uma reconstituição do caso na favela da Rocinha. Na segunda-feira, ele ouviu 14 policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. Amarildo não foi mais visto depois de ser abordado por policiais na comunidade e prestar depoimento na UPP.
A DH intimou o policial militar Juliano da Silva Guimarães a prestar depoimento após a denúncia feita pelo PM, lotado na Unidade de Polícia Pacificadora da Rocinha. Guimarães, segundo a Polícia Civil, teria dito que um tio dele, motorista da Comlurb, foi obrigado por traficantes a transportar um corpo ao lixão do Caju, na Zona Portuária do Rio. A Polícia Civil informou que o PM será ouvido, no entanto, não há informação de data e horário.
O advogado da família do pedreiro, João Tancredo, disse na segunda-feira (5), que ia entrar com uma ação de justificação de morte presumida, já que os parentes não acreditam mais que Amarildo esteja vivo. Com a declaração de morte, a família entrará com uma ação indenizatória contra do estado.
Perícia na UPP
Na manhã de sábado (3), agentes e o delegado da DH ouviram depoimentos de testemunhas e fizeram uma perícia na sede da UPP na comunidade. Peritos usaram luminol – sustância química que permite encontrar vestígios de sangue, mesmo que o local tenha sido limpo  – na sede da UPP. No entanto, o resultado do exame não foi divulgado.
GPS e câmeras desligados
Os investigadores querem saber o motivo de os aparelhos de GPS dos carros da UPP, e duas câmeras de segurança da comunidade não estarem funcionando no do desaparecimento de Amarildo. Policiais tentam encontrar imagens de câmeras de prédios e de pontos comerciais de São Conrado que possam ajudar a esclarecer o caso.

 

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