10/08/2013 15h23 - Atualizado em 10/08/2013 15h23
Prédio custou R$ 150 mil e foi pago pela população da cidade de Vianópolis.
Local corre risco de não funcionar por causa da falta de profissionais.
9 comentários

A ideia da construção surgiu por conta da situação em que se encontrava a atual delegacia do município, que também funciona como cadeia. O distrito está instalado de forma improvisada em uma casa. No início deste ano, uma reunião entre o Governo do Estado e o Conselho da Comunidade de Execução Penal começou a discutir o problema.
A delegacia impressiona pela qualidade. Têm salas espaçosas, banheiros, cozinha e celas para os presos. As portas são de vidro e o balcão da recepção é feito de mármore. Porém, corre o risco ter sido construído em vão, pois não há pessoal para trabalhar no local.
Em Vianópolis, não há delegado titular e os policiais civis, que deveriam atuar na investigação, são obrigados a fazer outras funções. Como não existem agentes prisionais na cidade, os investigadores são obrigados a ficar na cadeia improvisada vigiando os presos.
Agora, com o prédio construído, a população quer que o estado arque com a sua parte. "Fizemos várias reuniões e acertamos que a Secretaria de execução penal [Secretaria de Estado da Administração Penitenciária e Justiça (Sapejus)] contrataria 14 agentes penitenciários para cuidar dos presos e, em contrapartida, a comunidade ia fazer uma delegacia. Nós fizemos a nossa parte, esperamos que eles façam a deles”, diz Luiz Mário Sanches.
A Sapejus informou que está assumindo a responsabilidade sobre os presos. Na próxima terça-feira (13), está marcada uma reunião do órgão com a prefeitura da cidade para tentar firmar uma parceria que vai possibilitar a contratação de servidores para a cadeia.
Delegacia construída por moradores corre risco de não funcionar (Foto: Reprodução / TV Anhanguera)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.