quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Diretor do HC quer mostrar em CPI mudanças feitas na unidade

01/08/2013 17h09 - Atualizado em 01/08/2013 17h09

Carlos Alberto Coimbra presta depoimento na Assembleia nesta quinta.
Ex-presidente do Conselho Estadual de Saúde também será ouvido.

Do G1 MS
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O diretor-geral do Hospital do Câncer, Carlos Alberto Coimbra, diz que pretende esclarecer e mostrar, ao depor à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia nesta quinta-feira (1º), mudanças feitas pela nova gestão após denúncias envolvendo a unidade. Os deputados apuram possíveis irregularidades nos contratos e repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) em hospitais de Mato Grosso do Sul.
Além de Coimbra, também presta depoimento durante a tarde o ex-presidente do Conselho Estadual de Saúde Florêncio Garcia.
Os deputados querem saber se houve redução nos gastos dos contratos no Hospital do Câncer e obter informações sobre a fiscalização e acompanhamento dos contratos e convênios do estado com hospitais particulares e filantrópicos e com os municípios do estado.
Coimbra disse ao G1 que já foram revisados diversos contratos e que o atendimento na unidade foi melhorado. Também foram criadas várias comissões para auxiliar nos trabalhos, entre elas a de ética, que reduziu número de funcionários, contratou médicos e começará uma reforma estrutural para melhorar o atendimento.
O diretor-geral afirma ainda que uma auditoria apontou irregularidades no hospital e que a unidade trabalha para encontrar os responsáveis e, quando eles forem identificados, a direção vai entrar com uma ação para ressarcimento do desfalque para a instituição.
Provas
Florêncio, que foi presidente do Conselho Estadual de Saúde entre 2009 e 2012,  disse que sempre discutiu sobre a oncologia e por várias vezes fez denúncias ao Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (Denasus), ao Tribunal de Contas, à Assembleia Legislativa e a Secretaria Estadual de Saúde alertando sobre o descaso com a saúde.
Ele disse que pretende mostrar aos parlamentares durante seu depoimento documentos que mostram que foi dada atenção ao setor de oncologia na sua gestão.
CPI da Saúde
O grupo foi criado no dia 23 de maio e tem prazo de 120 dias para apurar possíveis irregularidades nos contratos e repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) nos últimos cinco anos, feitos à unidades hospitalares de Campo Grande, Corumbá, Paranaíba, Dourados, Três Lagoas, Jardim, Coxim, Aquidauana, Nova Andradina, Ponta Porã e Naviraí.
O prazo de investigação pode ser prorrogado por mais dois meses. A comissão é composta pelos deputados Amarildo Cruz - presidente, Lauro Davi (PSB) - vice-presidente, Junior Mochi (PMDB) - relator, Mauricio Picarelli (PMDB) - vice-relator e Onevan de Matos (PSDB).
Denúncia
Para denunciar qualquer tipo de irregularidade em unidades de saúde, a população pode mandar e-mail para o endereço cpisaude@al.ms.leg.br.

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