Resolução é mal distribuída, segundo o sistema de avaliação da administração. Dados mostram que todas as despesas globais cresceram no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2012
Leandro Kleber
Publicação: 02/08/2013 07:10 Atualização: 02/08/2013 08:20
O corte no orçamento deste ano, anunciado pelo governo federal para conter as despesas públicas e alcançar o superavit primário, dificilmente terá forças para desacelerar o ritmo crescente dos gastos estatais. A presidente Dilma Rousseff e sua equipe econômica tentam dar uma resposta às insatisfações dos empresários e do mercado, mas o dever de casa da administração pública não é feito a contento. Dados do sistema governamental de acompanhamento do orçamento mostram que todas as despesas globais, sem exceção, cresceram no primeiro semestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2012 (em valores atualizados).
A folha de pagamento dos Três Poderes, por exemplo, aumentou em R$ 2,1 bilhões, montante superior ao que gastaram, juntos, os ministérios do Esporte, da Cultura e do Meio Ambiente, no primeiro semestre. O contingenciamento total deve chegar a R$ 38 bilhões, segundo o governo, quantia menor do que a bloqueada nos dois primeiros anos de governo Dilma.
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Apesar do disparate, o Planalto pode comemorar o aumento dos investimentos, que significa mais desembolso em obras e equipamentos, mas com entusiasmo tímido. Entre janeiro e junho do ano passado, foram investidos R$ 19,9 bilhões do Orçamento da União em empreendimentos espalhados pelo país, incluindo os listados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em 2013, o valor chega a R$ 20,5 bilhões, o que representa um pequeno crescimento de R$ 552 milhões. Em contrapartida, a amortização e o refinanciamento da dívida pública consumiram R$ 389,1 milhões dos cofres da administração federal, aumento real de 15%, se comparado ao ano anterior.
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